Na véspera de depoimento de Lula, Justiça manda cercar linhas férreas ocupadas por manifestantes no Capanema

Foto: Bruna Valle/Band News FM

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A Justiça Federal mandou a empresa Rumo ALL, concessionária que detém o monopólio das ferrovias no Paraná, instalar uma cerca no entorno das linhas férreas do terreno ocupado por manifestantes no Capanema em Curitiba. A empresa concessionária fez um pedido de reintegração de posse do terreno. O pedido foi parcialmente negado e os manifestantes podem ficar no terreno. O juiz federal Friedmann Anderson Wendpap considerou no despacho um dos argumentos da empresa na ação de que seria inseguro manter os manifestantes próximos à linha do trem. O local é destinado a manobra de trens, e, de acordo com o juiz, todas as estruturas e pessoas que passam por ali estão em risco. Por isso, o juiz determinou que seja instalada uma cerca fixa no entorno da linha.

Os movimentos sociais se instalaram ali depois de um acordo com autoridades de segurança. O pedido foi feito à Superintendência do Patrimônio da União, O terreno fica na Rua Dario Lopes dos Santos, entre a Rua Conselheiro Laurindo e a Avenida Prefeito Omar Sabbag. O local teria sido indicado, segundo a Frente Brasil Popular, que organizou os atos a favor do ex-presidente Lula em Curitiba, pelo prefeito Rafael Greca. A indicação foi feita porque o terreno pertence à União e está fora do perímetro onde está proibido acampar até a quinta-feira. À Pedido da Prefeitura, a Justiça concedeu interdito proibitório impedindo que o MST e outros movimentos acampem nas ruas e praças da cidade. Segundo a  Rumo ALL, a reintegração de posse foi pedida em razão da obrigação legal e contratual que a empresa tem de preservação da faixa de domínio.

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