Navios esperam até 40 dias para atracar no Porto de Paranaguá

Ontem 53 navios estavam na fila. Uma embarcação que transporta soja está desde o dia nove de abril no corredor de exportações e ainda não atracou. Além de navios que transportam grãos, os de fertilizantes também tem uma grande espera. Para o assessor técnico e econômico da Federação de Agricultura do Paraná, Nilson Hanke Camargo, essa demora é reflexo da falta de investimento no Porto.

Cada dia parado custa de 30 a 35 mil dólares a quem paga o frete do navio. Para o assessor da FAEP, o prejuízo fica com o produtor rural que é obrigado a arcar com parte deste custo.

Segundo a FAEP, a fila no porto deve continuar por pelo menos mais um mês. O diretor do Sindicato dos Operadores Portuários do Paraná, João Gilberto Freire, afirma que os recentes investimentos de 250 milhões de reais anunciados no terminal privado de contêineres não serão suficientes para melhorar a situação. Ele defende que é preciso trocar os equipamentos do Porto.

O superintendente da Associação de Portos de Paranaguá e Antonina, a Appa, Luiz Henrique Dividino, alega que a fila de navios não é comum e é uma consequência do mercado aquecido. Além disso, o mau tempo tem dificultado as operações.

A Appa fez um plano para tentar melhorar a estrutura do porto. Nos próximos dias, será feita a dragagem do Canal da Galheta e a troca de equipamentos. Um estudo sobre a expansão do terminal foi finalizado nos últimos dias e será apresentado à população.

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