Novo superintendente da PF, Maurício Valeixo toma posse em Curitiba

Foto: Thaissa Martiniuk – Repórter BandNews FM

O novo superintendente da polícia federal, Maurício Valeixo, afirmou durante cerimônia de posse do cargo que pretende priorizar as operações de combate à corrupção. Ele disse ainda que pretende manter as equipes que atuam na lava jato e manter as parcerias já efetivadas com ministério público federal e justiça federal.

No discurso de posse, o delegado Maurício Leite Valeixo tentou minimizar possíveis especulações em torno da substituição de Rosalvo Ferreira Franco, que esteve à frente da Polícia Federal no Paraná no auge da Operação Lava Jato. O novo superintendente diz que vinha acompanhando e apoiando o trabalho realizado no Estado. Valeixo afirma que sempre viu como prioridade o combate à corrupção e reforçou a convocação aos agentes federais envolvidos nas operações de alta complexidade.

O recém-empossado superintendente anunciou que agentes de outros estados devem ser treinados por integrantes da Delecor – Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas, que absorveu o trabalho da extinta força tarefa Lava Jato no Paraná. Valeixo diz que o modelo de investigação desenvolvido no Paraná permitiu que a operação transcorresse com segurança em outros estados.

O projeto de treinamento para policiais federais já foi formalizado e encaminhado à direção da Polícia Federal em Brasília para análise. O novo superintendente foi indicado pelo diretor-geral da PF, Fernando Segovia e já havia ocupado o cargo entre os anos de 2009 e 2011.

Mais cedo nesta quinta-feira (21), ao visitar o juiz Sérgio Moro, Segovia anunciou um reforço na equipe que investiga crimes de corrupção, incluindo os da Lava Jato. Na posse do novo superintendente do Paraná, o diretor-geral Fernando Segovia disse que a chegada de novos dados à Polícia Federal para processamento aumenta a demanda de trabalho

Nesta semana, o juiz Sérgio Moro autorizou a Polícia Federal a acessar o sistema Drousys, uma espécie de banco de dados que a empreiteira Odebrecht mantinha para o controle do pagamento de propinas.

Segóvia também comentou a recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir liminarmente as conduções coercitivas para interrogar investigados. Ele explicou que esse era um instrumento utilizado pela Polícia Federal nas investigações da operação Lava Jato e disse que a proibição não vai atrapalhar o trabalho da instituição.  

Além do diretor-geral da PF, Fernando Segovia, a cerimônia de posse do novo superintendente teve a presença do juiz Sérgio Moro, de procuradores do Ministério Público Federal e do secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita.

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