Número de vítimas pode ser assustador, diz Gaeco sobre fraude no seguro Dpvat

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná apura o número de vítimas e o montante que pode ter sido desviado pelo grupo acusado de fraudar a solicitação do seguro DPVAT. A ação que desarticulou a quadrilha foi deflagrada na última segunda-feira em Londrina, norte do estado, e cumpriu dez mandados de busca e apreensão. O principal investigado teve a prisão decretada, mas está fora do país.

Ele é proprietário da Cantoni Revisões. De acordo com as investigações, a empresa é suspeita de irregularidades na liberação do seguro, que paga até R$ 13,5 mil para vítimas de acidentes de trânsito. O delegado Alan Flore explica que duas práticas eram comuns: o cliente não recebia o valor, que era retido pela empresa, ou a vítima nem sequer chegava a ter conhecimento do dinheiro recebido.

A entrevista foi concedida à TV Tarobá. De acordo com o delegado, a empresa agia em todo o país.

A suspeita é de que o proprietário da empresa, Márcio Cantoni, esteja em Miami. O advogado dele, Josafar Guimarães, rebate a acusação dos investigadores, de que Cantoni estaria foragido.

Ainda de acordo com o Gaeco, a empresa tinha acesso a informações privilegiadas. Dessa maneira, entrava em contato com a vítima de acidente de trânsito e oferecia o serviço, prometendo cobrar uma margem de 10% do benefício recebido. O suspeito deve responder pelos crimes de apropriação indébita, estelionato, falsidade ideológica e posse ilegal de munição. Durante as buscas, feitas ontem, os policiais apreenderam documentos, computadores, armas e munições. Segundo o Gaeco, a empresa é responsável por fraudar o seguro DPVAT desde o ano de 2005.

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