Número de tartarugas doentes dispara no litoral do Paraná

(Foto: divulgação/Tamar)

A maioria das tartarugas-verdes registradas no litoral do Paraná em março apresentou baixa imunidade. O levantamento foi feito durante a avaliação da população regional do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha, da Universidade Federal do Pararaná.

Na operação realizada entre os dias 4 e 22, 77 diferentes tartarugas foram capturadas e avaliadas em relação à condição de saúde e características biológicas.

De acordo com o Laboratório do Centro de Estudos do Mar, uma doença viral que afeta as tartarugas com múltiplas verrugas, semelhantes a herpes humana, cresceu de 24% para 66% dos animais analisados neste ano.

Segundo a biológa Camila Domit, em entrevista ao Metro Jornal, a baixa imunidade pode ter influência da água mais quente em março, pois nela a capacidade do vírus é maior. A problemática, segundo a bióloga, está nas águas do Parana, porque as tartarugas não estão chegando doentes de outros lugares.

No levantamento também foram constatadas várias lesões físicas, o que é característico de colisões dos animais com embarcações. Um monitoramento feito por satélite com dezenas de tartarugas há alguns anos mostra que 70% delas estão passando de quatro a cinco meses no litoral do Paraná, em quatro pontos em especial: a Ilha do Mel e Ilha das Cobras, no estuário de Paranaguá e na Ilha da Figueira e Arquipélago de Currais, em mar aberto.

As tartarugas verdes – animais migratórios – tem 12 berços na região central e sul do Oceâneo Atlântico, como em ilhas próximas do Caribe, Fernando de Noronha e até ilhas mais próximas da África, como a britânica de Ascensão.

Assim como o golfinho, que é residente do litoral, a tartaruga é considera uma sentinela do meio ambiente. Ambos mostram que a situação atual é de desequilíbrio, já que os sintomas denunciam práticas de destruição do meio ambiente.

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