Operação prende cinco assaltantes e autua receptadores de celulares roubados em shoppings

Foto: Polícia Civil do Paraná

Foto: Polícia Civil do Paraná

Cinco homens suspeitos de planejar e executar roubos de celulares em shoppings e supermercados da capital foram presos nesta terça-feira (02) durante a Operação Blackout, da Delegacia de Furtos e Roubos. Oito pessoas também foram autuadas como receptadoras dos equipamentos, porque não conseguiram comprovar que os produtos foram comprados de forma lícita. Mais de 40 pessoas, suspeitas de portar os aparelhos roubados, foram conduzidas coercitivamente pela Polícia Civil e obrigadas a prestar depoimento. Algumas informaram que chegaram a comprar os celulares por R$ 300 – valor muito abaixo do praticado no mercado.

A pena para o crime de receptação pode variar de um a quatro anos de detenção. De acordo com o delegado responsável pela operação, Emanoel Davi, a polícia chegou aos suspeitos por meio dos depoimentos de comparsas e do reconhecimento feito pelas vítimas. Segundo ele, os bandidos tem ligação com os crimes praticados nos shoppings Palladium, Muller e Curitiba e nos supermercados Angeloni e Extra. As investigações seguiram em duas linhas.

Nos casos em que os cinco suspeitos não atuaram diretamente nos roubos, a participação foi intelectual, planejando as ações e articulando com menores de idade a execução dos crimes. Desta forma, além de responder por roubo majorado – com armas e em quadrilha – eles serão indiciados por corrupção de menores. Até o momento, oito pessoas foram autuadas pelo crime de receptação.

Em um dos casos, a pessoa relatou que comprou o aparelho roubado dentro de um shopping de Curitiba. Os proprietários da loja vão ser intimados pela delegacia para prestar explicações. Em outro, policiais encontraram na casa de um rapaz um carro roubado e adulterado além do aparelho celular. Ele foi autuado por receptação e adulteração.

Há também relatos de pessoas que adquiriram o aparelho celular por um valor próximo ao de mercado, contudo sem nota fiscal. Nestes casos, o delegado deve avaliar um valor para fiança. O Secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita, afirma que os criminosos agiam em grupos. Ele destaca que a partir de agora a polícia poderá bloquear o número de série que identifica o aparelho, impedindo que ele seja repassado para terceiros.

A ação foi batizada como “Blackout” porque após os roubos dos celulares, a polícia tinha que solicitar ao Poder Judiciário o bloqueio imediato do número de série para que o equipamento não pudesse ser revendido.

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