Operação revela irregularidades em farmácias de manipulação em Curitiba

Duas farmacêuticas e duas empresárias suspeitas de falsificar medicamentos manipulados foram presas em uma Operação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa) realizada nesta terça-feira (30). Uma farmácia no centro de Curitiba foi interditada e as outras que também foram alvo da operação – nos bairros Sítio Cercado, Boqueirão, Pinheirinho e Portão – foram autuadas por apresentarem irregularidades sanitárias.

Segundo o delegado-titular da Decrisa, Vílson de Toledo, a investigação teve início após a mãe de um menino autista registrar um boletim de ocorrência. No relato, ela afirmou que a criança piorou depois de começar a usar os medicamentos.

A ação contou com o apoio da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Farmácia do Paraná. Em duas das  farmácias vistoriadas foram apreendidos 350 produtos. Foi verificado um esquema de produção em grande escala de medicamentos para crianças com autismo, descaracterizando a natureza de uma farmácia de manipulação, além de questões relativas à intermediação de prescrições entre os estabelecimentos. A coordenadora da Vigilância Sanitária de Curitiba, Franciele Narloch, explica que também foram constatadas outras irregularidades nas farmácias.

Franciele Narloch ressalta ainda os riscos de se adquirir um produto manipulado sem o devido registro.

A farmácia interditada deve permanecer assim até que sejam regularizadas as infrações encontradas no local. No caso daquelas que sofreram autuações, será instaurado um processo administrativo, que pode resultar em multas em valores que variam de R$ 210 a R$ 7.500. O gerente de Fiscalização do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, Eduardo Pazim, orienta que a população denuncie sempre que perceber irregularidades nos medicamentos e nos estabelecimentos.

As 4 mulheres presas foram autuadas em flagrante pelo crime contra a saúde pública. Se condenadas, elas podem pegar de dez a quinze anos de prisão.

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