Organizadas negam hostilidade para padronizar vestimentas de torcedores

As diretorias das torcidas organizadas Império Alviverde, do Coritiba, e Os Fanáticos do Atlético, afirmam que a padronização do vestuário nas arquibancadas não deve ser agressiva. Em geral, os líderes garantem que há aceitação entre os torcedores.

Desde a semana passada, as organizadas começaram a impor um manual de vestuário para torcedores que quiserem assistir aos jogos nas áreas ocupadas pelas organizadas nos estádios. O “manual de vestuário” vem sendo comunicado nas páginas oficiais das torcidas. Quem não seguir a determinação, será barrado dos setores nos estádios em que estas torcidas permanecem. Quem for ver o jogo junto com a Império terá que trajar verde, enquanto na área da Fanáticos, a determinação é que a roupa seja rubro-negra.

Nem mesmo quem estiver com outras camisas do time poderá permanecer. A medida contrariou alguns torcedores, que dizem se sentir constrangidos. Outros, no entanto, defendem que a imposição vai padronizar a torcida e deixar a festa mais bonita em dias de jogos. O presidente da Torcida Império Alviverde, Juliano Nicolosi, conhecido como Lano, lembra que a padronização já existia antigamente.

O manual da vestimenta também traz a recomendação de que os torcedores não usem, em hipótese alguma, as cores do time rival. O presidente da Império afirma que não há hostilidade contra quem não usa a cor verde da torcida, mas que os gritos contra que usa vermelho já não podem ser controlados.

No lado atleticano, segundo o vice-presidente da Torcida Os Fanáticos, Luciano Cesar Castilho Machado, a padronização começou a ser feita com mais ênfase no último Atletiba. Os Fanáticos tem mais dificuldade para padronizar já que o clube proíbe a entrada de pessoas com a camisa da organizada.

O vice-presidente da torcida afirma que não há diálogo com a diretoria do Atlético. Mesmo assim, a torcida vai exigir que os membros usem somente o rubro-negro na área ocupada pela Organizada na Arena da Baixada. Segundo Luciano, a torcida perdeu receita depois que o Atlético proibiu o uso da camisa, já que as vendas caíram, prejudicando a principal fonte de rende da organizada.

Os clubes não tem participação nas decisões das torcidas, que são independentes. A padronização deve ocorrer de forma natural, sem que os clubes possam interferir.

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