Paraná é o quinto estado brasileiro a realizar transplante de pulmão pelo SUS

 

O Paraná é um dos cinco estados brasileiros com um Hospital credenciado para realizar transplantes de pulmão pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As cirurgias devem começar a partir do mês de abril no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba.

De acordo o chefe do Serviço de Transplante do hospital, João Eduardo Nicoluzzi, uma equipe de Porto Alegre realizará a modalidade do transplante no Paraná. A capital gaúcha foi um dos primeiros lugares a transplantar pulmão. No ano passado, o Hospital Angelina Caron junto ao Ministério da Saúde começou o credenciamento de um grupo de pacientes para fazer a cirurgia.

Até o momento, 11 pacientes foram avaliados para a realização do transplante. Destas 11 pessoas, oito estão sendo preparadas para fazer a operação. Para a realização da cirurgia, geralmente, são selecionados pacientes com casos mais graves. O pré-transplante consiste em um tratamento de recuperação da capacidade pulmonar, além de fisioterapias.

Os riscos de rejeição ou infecções bacterianas podem acontecer de três meses a um ano e meio após a cirurgia. No entanto, passado este tempo, o paciente pode ter uma boa qualidade de vida. De acordo com João Nicoluzzi, diferente de outras cirurgias, o transplante deve ser avaliado pelo médico especialista durante o resto da vida do paciente transplantado.

Os pulmões transplantados podem ser de um doador vivo ou falecido. A compatibilidade do órgão do doador e do receptor é através do tipo sanguíneo. Especialistas dão preferências para pessoas que possuem a caixa torácica do mesmo tamanho, no entanto, não descartam o transplante de uma pessoa adulta para uma criança, por exemplo.

Em 2017, 112 transplantes de pulmão foram realizados no Brasil. Além do Paraná e Porto Alegre, a modalidade de transplante é feita em São Paulo, Bahia e Ceará. Em todo o país, 87% dos transplantes de todos os tipos de órgãos são feitos pelo SUS. O Brasil possui 70 organizações de procura de órgãos e 62 bancos de tecidos; quase 500 hospitais cadastrados; e mais de mil e duzentas equipes especializadas em transplantes.

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