Paraná lidera ranking nacional de famílias endividadas

(Foto: divulgação/FecomercioPR)

O número de pessoas endividadas está aumentando no Paraná. O estado lidera o ranking do país, com 88,5% das famílias com algum tipo de dívida em abril. Uma Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR), mostra que que o índice aumentou na comparação com março, quando 85,1% dos paranaenses tinham algum tipo de dívida.

A situação também piorou em relação a abril de 2017, quando o indicador de endividamento era de 86%. No mês passado também houve piora nas condições de pagamento das dívidas. Os 26,7% dos consumidores com contas atrasadas em março passaram para 29,7% em abril.

O índice de entrevistados que declararam que não terão condições de quitar as dívidas subiu de 10% em março para 10,7% em abril. Os dados nacionais registraram 60,2% de famílias endividadas; 25% dos brasileiros com contas em atraso; e 10,3% que declaram não ter condições de pagamento. O cartão de crédito segue sendo o vilão do endividamento.

Ele concentra 71,4% dos débitos dos consumidores paranaenses no mês de abril. O financiamento imobiliário ficou em segundo lugar entre as dívidas de pagamento parcelado, com 10,3%. Em seguida, aparece o crédito para automóveis, com 8,3%. Em abril, a concentração das dívidas esteve nas famílias de maior poder aquisitivo no Paraná, com 92,2%.

Das famílias com renda até dez salários mínimos, 87,7% possuíam dívidas. Por outro lado, os endividados das classes A e B possuem melhores condições para quitação dos débitos. Desses, 16,2% estavam com as contas atrasadas e apenas 3% admitiam não ter condições de pagar as contas atrasadas. Entre os endividados na faixa de renda até dez salários mínimos, 32,4% estavam com contas em atraso e 12,9% não teriam condições de quitar os débitos.

A condição de pagar totalmente as dívidas foi maior nas famílias com renda superior a dez salários mínimos (51,9%), contra 30,3% das famílias de renda mais baixa. A inadimplência, que é o atraso acima de 90 dias, também foi menor entre os consumidores mais abastados (44,4%).

Os consumidores com renda abaixo de dez salários mínimos que comprometeram mais da metade do orçamento com débitos chegaram a 19,6% em abril. O índice é de 13% nas famílias de maior renda.

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