Pelo menos 8 pessoas ficam feridas em confronto na frente da Polícia Federal

(Vídeo: Cleverson Bravo/ BandNews FM Curitiba)

Pelo menos 8 pessoas ficaram feridas em um tumulto entre integrantes da Polícia Militar, Polícia Federal e manifestantes que apoiavam o ex-presidente Lula, em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba nesse sábado à noite. O conflito teria começado quando pelo menos duas bombas foram jogadas no chão, onde estavam os manifestantes.

A Polícia Militar disse que as imagens das câmeras que monitoravam o local vão mostrar quem jogou as primeiras bombas. Três dos feridos precisaram ser levados a hospitais da região. Um dos feridos é um policial militar. Quatro crianças que ficaram assustadas com o conflito também foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros.

O conflito começou logo após a chegada do helicóptero em que estava o ex-presidente Lula. Foi nesse momento que a Polícia Militar cumpriu um interdito proibitório que veta qualquer tipo de manifestação nas proximidades da sede da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida.

Segundo o advogado Clovis Galvão Patriota, que estava na manifestação pró-Lula, a ação da Polícia foi arbitrária. Ele disse que não houve aviso sobre o interdito proibitório e que a força policial já chegou com bombas.

Os manifestantes que apoiam a Operação Lava Jato estavam do outro lado da sede da Polícia Federal. Mas com eles não houve confusão. Eles também tiveram que sair do espaço e criticaram o interdito proibitório.

Um dos manifestantes disse que a proibição de ficar ali é uma proibição a possibilidade de se manifestar politicamente.

O tenente Murilo Rotondo, do Corpo de Bombeiros, confirmou que a confusão começou durante a dispersão feita da Polícia. Mas ele não soube dizer quem começou. Ele conversou com Thaissa Martiniuk.

O presidente do PT Paraná Dr. Rosinha disse que o tumulto começou com a ação da Polícia Federal.

Segundo o coordenador do MST e da Frente Brasil Popular no Paraná, Roberto Baggio, as lideranças dos movimentos haviam sido informadas sobre o interdito proibitório, mas não tiveram tempo hábil de comunicar os manifestantes antes da ação da polícia.

Para a Polícia Militar a ação foi feita em reação a duas bombas que explodiram no chão, no meio dos manifestantes. Segundo o Tenente Coronel da PM, Mário Henrique do Carmo, a responsabilidade pelas bombas não é da Polícia Militar. Ele disse que foram agentes federais que jogaram as bombas.

Um advogado do Partido dos Trabalhadores vai acompanhar a investigação do caso. A senadora Gleisi Hoffman, presidente Nacional do PT, disse que a polícia precisa estar preparada para esse momento de manifestações nas proximidades da sede da Polícia Federal.

Segundo a prefeitura de Curitiba o interdito proibitório é similar aos solicitados na época dos depoimentos de Lula à Justiça Federal. O interdito foi concedido pelo juiz Ernani Mendes Silva Filho.

A decisão proíbe a presença de manifestantes, acampamentos, passeatas e também a instalação de barracas e estruturas na proximidade da Polícia Federal.

No pedido, a prefeitura da cidade alegou que o objetivo é garantir a segurança da população e evitar acontecimentos violentos.

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