Pelo segundo dia consecutivo, servidores protestam contra o ‘pacotaço’ de Greca

Foto: Narley Resende / BandNews Curitiba

Pelo segundo dia consecutivo, servidores protestam em frente à Câmara Municipal para pedir a retirada do projeto de ajuste fiscal de Curitiba – batizado de ‘pacotaço’. Nesta terça-feira (13), a situação é ainda mais tensa, já que, pela manhã, os manifestantes impediram a entrada de vereadores no prédio do legislativo municipal. O objetivo era garantir que não houvesse quórum mínimo para votação das propostas. Muitos vereadores que tentaram entrar na Câmara foram hostilizados e precisaram ser escoltados por seguranças para conseguir ir embora. Do lado de dentro, sem poder sair, pelo menos 20 parlamentares aguardam que a situação se acalme. Logo cedo, ouve confusão e muito bate-boca. A vereadora Maria Manfron (PP) alega ter machucado a mão ao ser empurrada por servidores.

O grupo, mobilizado em frente à Câmara e com a entrada massiva vetada, arrancou as grades de proteção e ocupou todas as entradas e as saídas do legislativo. A vereadora Maria Letícia (PV) se disse agredida devido ao fato de ter sido impedida de entrar para trabalhar. Segundo o relato, ela só escapou de um chute porque um segurança interviu.

O presidente da Câmara, Serginho do Posto (PSDB), disse que também presenciou as agressões e tenta negociar com os sindicatos a possibilidade de acalmar os manifestantes. Dessa maneira, a sessão poderá ser reaberta ainda hoje.

Um laudo do Corpo de Bombeiros restringe o acesso de apenas 28 pessoas às galerias da Casa, e 50 no plenário, o que motivou descontentamento por parte dos servidores. Serginho do Posto diz que, de qualquer maneira, os projetos serão votados.

A sessão foi aberta as 9h15 e, logo em seguida, suspensa. Até agora, segue paralisada. Por orientação da Polícia Militar, vereadores cogitam adiar a votação. Do lado de fora, centenas de manifestantes seguem com buzinas e faixas, pedindo que o projeto seja retirado de pauta.

Entre as pautas mais polêmicas estão a suspensão dos planos de carreira e do pagamento do reajuste anual; a limitação do gasto com pessoal a 70% do crescimento da Receita Corrente Líquida; o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%; e a criação de um fundo de previdência complementar, além da devolução de R$ 600 milhões que a prefeitura afirma terem sido pagos indevidamente do instituto de previdência dos servidores para os cofres municipais.

Este último ponto, segundo os trabalhadores, já foi considerado ilegal pelo Ministério da Fazenda. Caso concretizada a devolução, a prefeitura poderia perder o direito a repasses da União e ainda teria o Certificado de Regularidade Previdenciária suspenso.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*