Petroleiros garantem que não haverá falta de combustível durante

Três unidades da Petrobras registraram paralisação de petroleiros hoje (30). A greve, chamada de advertência, tem duração de 72 horas segundo o sindicato que representa a categoria em todo o estado. No Paraná, houve protestos na Repar, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, no Terminal Aquaviário da Transpetro, em Paranaguá, no litoral, e na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, na região sul do estado.

Os trabalhadores protestam contra a política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras. Os petroleiros pedem, ainda, a redução no preço da gasolina, do etanol, do diesel e do gás. A categoria reivindica o fim da importação de combustíveis e a retomada da produção interna. Os funcionários também se posicionam contrários à privatização da Petrobras, pedem a garantia de empregos e a demissão imediata do presidente da estatal Pedro Parente.

O diretor da Federação Única dos Petroleiros, Roni Barbosa, dá mais detalhes sobre as reivindicações

De acordo com a entidade, 90% de todos os trabalhadores da Petrobras no Paraná e em Santa Catarina aderiram à greve de advertência. Os dois estados têm 3 mil petroleiros de carreira.

Mesmo com a adesão considerável, Roni destaca que não há perigo de desabastecimento para os consumidores

Em nota, a Petrobras informou que pediu ao Tribunal Superior do Trabalho uma liminar para impedir a paralisação, sob a alegação de que a greve é abusiva. O requerimento considerou o contexto nacional e a necessidade de retomar o abastecimento em todo o país.

O pedido, também assinado pela Advocacia-Geral da União, foi acatado pela Justiça. A multa em caso de descumprimento da ordem judicial é de R$ 500 mil por dia. A Petrobras também informou que, em algumas unidades, os trabalhadores não se apresentaram na troca de turno e que equipes de contingência atuam para não haver impacto na produção.

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