PF faz operação contra fraudes que podem chegar a R$ 5,7 mi na UTFPR

Fraudes em licitações e em contratos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, que podem chegar a R$ 5 milhões e 700 mil reais, são investigadas na Operação 14 Bis, da Polícia Federal. Vinte contratos firmados durante sete anos no campus de Cornélio Procópio, no norte do Estado, tinham irregularidades.

Foram presos os ex-diretores da UTFPR de Cornélio Procópio, empresários e 11 laranjas do esquema de corrupção. Segundo as investigações, um ex-diretor do campus, ao fazer contratações privilegiava algumas empresas.

Para o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Nilson Antunes da Silva, o ex-diretor também possui um patrimônio incompatível com o salário que recebia como servidor público.

As irregularidades envolvem empresas que prestam serviços de manutenção predial, manutenção de ar condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprodução de documentos.

A suspeita é de obtenção de informação privilegiada, formação de grupo econômico, uso de documento falso ou insuficiente para atestar capacidade técnica, pagamentos superiores aos valores contratados, superfaturamento, sobrepreço, frustração de concorrência e suspeita de pagamento de materiais não recebidos ou desviados.

No total, vinte mandados de prisão e outros 26 de busca e apreensão foram cumpridos. A operação é realizada nas cidades paranaenses de Cornélio Procópio, Uraí, Nova América da Colina e Maringá. Também foram apreendidos três barcos, carros de luxo, joias, 27 mil dólares em espécie e documentos. A investigação tem apoio do Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União e Receita Federal.

A UTFPR, segundo a PF, adotou medidas internas assim que recebeu as denúncias, como, por exemplo, a realização de auditorias, além da demissão de dois servidores que estariam envolvidos no esquema.  Os presos devem responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa e crimes contra o processo licitatório.

O nome da operação, ’14 Bis’, é em alusão a uma empresa que teria sido criada para facilitar os desvios.

(Imagem: divulgação / Polícia Federal)

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*