PF indicia 14 suspeitos investigados na 40.ª fase da Lava Jato

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta sexta-feira (2) 14 pessoas investigadas na 40.ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Asfixia, deflagrada no começo de maio (4). A investigação se concentra em um esquema de corrupção que teria se instalado na subdivisão de Gás e Energia da Petrobras.

Entre os crimes apontados no relatório da delegada Renata Rodrigues estão os de corrupção e lavagem de dinheiro. Das quatro pessoas presas na operação, três continuam detidas por suspeita de envolvimento no pagamento e recebimento de R$ 100 milhões em propina. Um dos indiciados por corrupção e lavagem de dinheiro é o ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, que está preso.

A força-tarefa Lava Jato suspeita que o ex-gerente tenha usado a Lei de Repatriação para lavar recursos de propina. A suspeita de irregularidades na repatriação do recurso partiu da retificação do Imposto de Renda do ex-diretor, em 2016, quando a declaração de R$ 7 milhões em contas nas Bahamas passou para R$ 48 milhões.

Na regularização cambial do valor, Márcio Ferreira alega que os recursos surgiram da venda de um imóvel. Também estão detidos preventivamente em decorrência da 40.ª fase da Lava Jato os empresários Marivaldo do Rosário Escalfoni e Paulo Roberto Gomes Fernandes. Um outro ex-gerente da Petrobras, Maurício de Oliveira Guedes, teve a prisão temporária revogada.

A investigação coloca sob suspeita 18 contratos da Petrobras – assinados com as empresas Akyzo e Liderroll. Os contratos somam R$ 5 bilhões. Oito alvos da Operação Asfixia tiveram, juntos, R$ 100 milhões bloqueados pela Justiça Federal.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*