Polícia Federal indicia Marcelo Odebrecht e mais sete pessoas nesta segunda-feira

O presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht e mais sete pessoas foram indiciadas nesta segunda-feira pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, formação de cartel e fraude à licitação. De acordo com o relatório apresentado pela PF, há indícios de que a Odebrecht tenha fechado seis contratos de forma indevida com a Petrobras. No documento, os investigadores apontam que as principais irregularidades em obras foram feitas em contratos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Além do presidente da Odebrecht, que continua preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, também foram indiciados os diretores Márcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo e César Ramos Rocha. Também estão na lista da PF o ex-funcionário João Antônio Bernardi, o ex-diretor Alexandrino Alencar, Celso Araripe de Oliveira e Eduardo de Oliveira Freitas Filho. Os executivos da empreiteira foram presos em 19 de junho durante a 14ª fase da operação lava Jato.

A partir do indiciamento, o Ministério Público Federal analisa as informações apresentadas pela Polícia Federal e tem um prazo de cinco dias para oferecer ou não denúncia contra os suspeitos. Caso a Justiça Federal aceite a denúncia, os investigados passam a ser réus em nova ação penal. A assessoria de imprensa da Odebrecht informou por meio de nota que apesar de não tem nenhum fundamento sólido, o indiciamento feito pela Polícia Federal já era esperado. Já as defesas de Marcelo Odebrecht, Marcio Faria, Rogerio Araújo, Alexandrino Alencar e Cesar Rocha vão aguardar a oportunidade de exercer plenamente o contraditório e o direito de defesa.

No domingo (21), a PF já havia indiciado nove pessoas da empreiteira Andrade Gutierrez. Entre os suspeitos estão o presidente da construtora, Otávio Marques de Azevedo. A conclusão do inquérito cita crimes contra a ordem econômica, corrupção, ocultação de bens e fraude em licitações. A Andrade Gutierrez reafirma que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Lava Jato. A empresa reitera que nunca participou de formação de cartel ou fraude em licitações, assim como nunca fez qualquer tipo de pagamento indevido a quem quer que seja.

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