Polícia Federal prende Antonio Palocci na 35ª fase da Operação Lava Jato

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci e os ex-assessores dele, Branislav Kontic e Juscelino Dourado, devem chegar a Curitiba na tarde desta segunda-feira, 26. Os três foram presos em São Paulo durante o cumprimento dos mandados relacionados à 35ª fase da Lava Jato. Apesar de a força-tarefa ter pedido a prisão preventiva dos investigados, a Justiça Federal do Paraná autorizou uma medida mais branda – a prisão temporária. Ela é válida por cinco dias, se não for renovada ou convertida.

A Operação Omertà tem como foco o relacionamento do ex-ministro Antonio Palocci com a empreiteira Odebrecht. As investigações têm como base o Setor de Operações Estruturadas do grupo – área que, segundo a força-tarefa Lava Jato, tinha como único objetivo fazer a operação dos pagamentos de propinas.

Análises de emails e anotações registradas em celulares de executivos da Odebrecht mostram evidências de que o ex-ministro Antônio Palocci interferiu em decisões tomadas pelo Governo Federal, entre 2006 e 2013, para beneficiar a empreiteira. Os encontros do ex-ministro com o então presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, eram intermediados pelo assessor Branislav Kontic. Os pagamentos da empreiteira em favor do Partido dos Trabalhadores, por meio de repasses a Antonio Palocci, somam R$ 128 milhões.

A 35ª fase da Lava Jato também investiga um terreno comprado pela Odebrecht que seria destinado, segundo a Procuradoria da República, para a construção de uma nova sede do Instituto Lula. Análises das planilhas do Setor de Operações Estruturadas do grupo mostram registros sobre o “Prédio (IL)”. O repasse foi de mais de R$ 12 milhões.

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