Polícia investiga pastor evangélico responsável por comunidade terapêutica clandestina

(Foto: Prefeitura de Ponta Grossa/Divulgação)

(Foto: Prefeitura de Ponta Grossa/Divulgação)

A Polícia Civil abriu inquérito hoje (terça) para investigar um pastor evangélico por cárcere privado contra idosos em Ponta Grossa, Campos Gerais do Paraná. Uma comunidade terapêutica clandestina administrada por pastores, que teriam mantido idosos e deficientes dormindo no chão, foi interditada ontem (segunda) pela Vigilância Sanitária. De acordo com a denúncia que deu origem à interdição, o proprietário da comunidade que se declarou pastor recolhia cartões de benefício e documentos dos internos, o que caracteriza cárcere privado. O homem foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento. Pelo menos 16 pessoas estavam em situação precária e sem atendimento especializado. Mesmo que tivesse licença, a comunidade particular que cobrava pelos internamentos poderia atender apenas adultos dependentes químicos, mas acolhia também idosos e adolescentes. De acordo com Coordenadora da Vigilância Sanitária de Ponta Grossa, Angela Pauli, os próprios internos administravam medicação. A instituição chegou a funcionar em três locais, com os nomes “Renascer” e “Peniel”.

A Polícia Civil também deve investigar a responsabilidade de familiares que permitiram o internamento em um local sem condições adequadas. Havia pacientes de Ponta Gross e também de outras cidades. Todos foram encaminhados a outras instituições e os familiares estão sendo contatados para prestarem depoimentos.  

Fotos divulgadas pela Vigilância Sanitária mostram medicamentos congelados e camas inadequadas, além de outras irregularidades. No último mês, a Comunidade já havia sido interditada pelos vigilantes, mas voltou a funcionar em outro local.

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