Policiais do Tigre são denunciados por homicídio qualificado

Os policiais do Tigre que se envolveram na morte de um sargento da Brigada Militar do Rio Grande do Sul foram denunciados por homicídio qualificado. A Promotoria de Justiça Criminal de Gravataí também pediu o afastamento do trio. O policial foi morto pelos paranaenses com quatro disparos de arma de fogo, no dia 21 de dezembro de 2011. Os policiais estavam na cidade para investigar uma quadrilha que havia sequestrado dois agricultores do Paraná. A ação não foi anunciada para autoridades gaúchas. O sargento Ariel da Silva estava de folga, porém achou suspeita a ação dos policiais paranaenses que estavam em uma viatura descaracterizada. Ele abordou o carro e na sequência recebeu quatro disparos. Segundo o Ministério Público a vítima não pode se defender, já que estava em uma motocicleta, e os policiais paranaenses não podiam ser vistos por causa da película escura nos vidros. Além disso, o ato resultou em perigo comum, já que uma metralhadora foi utilizada em via pública e dois tiros acertaram casas próximas. A Polícia Civil paranaense relatou que o sargento não se identificou como sendo policial. Segundo eles, um homem realizou uma abordagem aos paranaenses já com uma arma na mão. Na situação houve troca de tiros e o indivíduo morreu. Um laudo divulgado pelo IML gaúcho mostrou que o sargento da Brigada Militar estava embriagado. Além disso, o sargento também estava sem farda, armado e dirigindo uma moto. O resultado do exame toxicológico mostrou que o policial estava com 13,1 decigramas de álcool no sangue, quando o máximo permitido para quem vai dirigir são dois decigramas. O cativeiro que os policiais do Tigre buscavam foi abordado por policiais do Rio Grande do Sul e o refém paranaense foi morto. O tiro teria partido da arma de um delegado da polícia gaúcha.

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