Policiais presos acessavam livremente celulares, computadores e internet dentro de carceragem

Foto: Reprodução

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Policiais presos na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba tinham acesso livre a celulares, computadores, modens e roteadores para uso de internet dentro da carceragem. Para acabar com as regalias, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Paraná, cumpriu hoje (sexta) um mandado de busca e apreensão dentro das celas onde os policiais suspeitos são mantidos. De acordo com o Gaeco, a ação é fruto de notícias de que policiais que estão presos na unidade tinham acesso a aparelhos de comunicação. O mandado foi expedido pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Curitiba.

A carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, no bairro Santa Quitéria, em Curitiba, funciona como uma espécie de presídio para policiais criminosos. Eles ficam separados lá por correrem riscos caso sejam deixados com presos comuns. O Gaeco deve investigar como os equipamentos entraram na unidade e se houve ‘vista grossa’ dos policiais que trabalham na delegacia. A Corregedoria Geral da Polícia Civil informou, por meio de nota, que instaurou hoje (sexta-feira) um inquérito para apurar os fatos ocorridos na carceragem onde foram encontrados celulares e notebooks.

A Corregedoria afirma que no dia 27 de abril já havia solicitado ao Judiciário a quebra de dados telefônicos de um dos aparelhos que estaria na carceragem – destinada a presos policiais civis -, para verificar a veracidade das denúncias que chegaram até a instituição. A direção da Polícia Civil afirmou que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado pela instituição.

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