Preço do botijão de gás de cozinha pode aumentar até R$2,53

Foto: divulgação / Agência Brasil

O preço do gás de cozinha aumentou em quase 9% (8,9%). O reajuste foi feito pela Petrobrás que alega que o principal motivo é a alta das cotações do produto nos mercados internacionais. O tipo de gás que sofreu o reajuste é aquele envasado pelas distribuidoras em botijões de até 13 quilos (GLP P-13), ou seja, a alteração não se aplica ao GLP destinado ao uso industrial. De acordo com o presidente da Abragás (Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás), José Luiz Rocha, a Petrobrás não teve reajuste durante um longo período. No entanto, somente neste ano, o aumento do valor da matéria-prima recuperou o investimento da estatal.

De acordo com a estatal, o preço final ao consumidor vai depender do valor que será repassado pelas distribuidoras aos revendedores. Se o valor repassado ao consumidor for integral em relação ao reajuste, a empresa estima que o preço do botijão de 13 quilos sofra um reajuste de 4%. Isso significa que se as margens de distribuição, revenda e as alíquotas de tributos forem mantidas, o gás de cozinha pode ter um aumento de dois reais e cinquenta e três centavos por botijão. Para a confeiteira Tamires de Souza, que trabalha em casa, a notícia não é muito boa.

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do gás para uso residencial acumulada alta de quase 18% (17,7%) em todo o país. Segundo os dados da Agência, de janeiro deste ano ao dia 2 de dezembro o valor médio foi de cinquenta e cinco reais e setenta e quatro centavos para sessenta e cinco reais s sessenta e quatro centavos. O último reajuste feito pela Petrobrás foi de 4,5%, no dia 5 de novembro. De acordo com José Luiz Rocha, desde junho foram anunciados reajustes mensais no preço do gás de cozinha.

Em nota a estatal afirma que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados e as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), por meio de nota, informou que o reajuste vai oscilar entre 7,3% e 9,9%, de acordo com o polo de suprimento.

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