Procuradores da Lava Jato repudiam questionamentos sobre investigações contra candidatos

Procuradores da Força Tarefa Lava Jato em Curitiba repudiaram o pedido de apuração de possíveis irregularidades em investigações realizadas contra candidatos nestas eleições. Nesta semana, o conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello encaminhou um memorando à Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sugerindo que sejam apurados atos que possam ter impacto na disputa eleitoral de outubro.

A proposta é analisar a cronologia dos procedimentos de investigação contra candidatos para saber se houve uma tentativa de realizar atos que coincidissem com o calendário das eleições. Bandeira cita os casos de denúncias contra os presidenciáveis Fernando Haddad, do PT, e Geraldo Alckmin, do PSDB, assim como a operação que resultou na prisão do ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa, do PSDB. Em uma nota divulgada nesta quarta-feira (12), os procuradores da Lava Jato classificam a inciativa como uma tentativa indevida de constranger o Ministério Público.

A força-tarefa rejeita o que chama de “menção genérica” e “sem qualquer substrato fático” às diligências realizadas nesta terça-feira (11) na Operação Piloto, da qual Beto Richa foi alvo. Os procuradores dizem que o conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, que representa o Senado no CNMP, levantou suposições abstratas e infundadas. Os integrantes da força tarefa se defendem dizendo que o tempo da investigação e o tempo da acusação independem do tempo da política.

No memorando que encaminhou à Corregedoria do CNMP, o conselheiro Bandeira de Mello afirma estar seguro de que a verificação vai refletir a conduta correta, imparcial e não dirigida ao calendário eleitoral. Mas que a ausência de uma apuração mínima permite que surjam desconfianças sobre a atuação do Ministério Público brasileiro.

Reportagem: Lenise Klenk

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