Professores e estudantes da UFPR desenvolvem máquina inovadora para diagnóstico de doenças

(Foto: divulgação/UFPR)

Professores e estudantes da Universidade Federal do Paraná desenvolveram um equipamento revolucionário que faz o diagnóstico de doenças por meio da temperatura do corpo do paciente. O projeto envolve a tecnologia chamada de termometria, que já existe no mercado, mas com o diferencial do paciente ter autonomia para realizar o exame numa cabine. Outra inovação do sistema é o software instalado na máquina que permite o diagnóstico precoce e o acompanhamento de doenças cardiovasculares, diabetes e até mesmo do câncer de mama.

O equipamento pretende viabilizar o acesso ao exame de imagem por meio da redução do custo por procedimento. O projeto é organizado pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Energia Autossustentável da UFPR. Um dos professores responsáveis pela iniciativa, André Bellin, explica que a termometria é muito usada no setor militar e na indústria e há 15 anos começou a ser aplicada também na Medicina.

O uso desse tipo de tecnologia exige a capacitação de profissionais, o que encarece a utilização da termometria. No projeto da UFPR, a inovação vem da autonomia do paciente que obtém em poucos minutos o diagnóstico de doenças por meio da variação da temperatura do corpo. No caso de um câncer de mama, por exemplo, alterações vasculares no seio podem surgir de 5 a 10 anos antes do diagnóstico da doença. O sensor de temperatura, presente no equipamento, detecta antecipadamente se houve alguma mudança na mama.

O equipamento poderá ser adaptado para diagnosticar outras enfermidades. A tecnologia não vai substituir o médico. Os laudos emitidos pela capsula deverão ser avaliados por um profissional da saúde. O professor André Bellin ressalta que a iniciativa faz parte de uma série de ações da universidade para incentivar a criatividade dos alunos.

Se para os professores a máquina inovadora é motivo de orgulho, imagine para os estudantes que também fizeram parte da empreitada. Um deles, o estudante de Engenharia Mecânica, Manoel Alcântara, ajudou a desenhar o protótipo da cabine que vai realizar exames por termometria. Ele conta que conseguiu colocar em prática diversos conceitos ensinados em sala de aula.

A ideia inovadora já foi patenteada e agora busca apoiadores. Para viabilizar o projeto o protótipo da cabine precisa ser construído. Empresários interessados em bancar a proposta podem entrar em contato até o dia 6 de julho com a Agência de Inovação, da Universidade Federal do Paraná, pelo e-mail: coord.tt@ufpr.br.

(Foto: divulgação/UFPR)

 

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