Promotor é transferido após notificar políticos investigados na Quadro Negro

O promotor Carlos Alberto Hohmann Choinski, um dos responsáveis pelas investigações da Operação Quadro Negro, não está mais no caso. Ele foi remanejado depois de notificar o secretário-chefe da Casa Civil, deputado federal licenciado Valdir Rossoni (PSDB), e o deputado estadual Plauto Miró (DEM), a respeito da apuração aberta sobre a suposta participação deles no esquema de desvio de verbas de obras de escolas públicas do Paraná.

Os documentos detalhando as suspeitas envolvendo cada um deles foram entregues em 29 de setembro. Cerca de duas semanas depois, no dia 16 de outubro, ele foi retirado do Gepatria, o Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa de Curitiba – um dos núcleos do Ministério Público do Paraná vinculados ao trabalho da força-tarefa.

Choinski está lotado apenas na Coordenadoria de Recursos Cíveis do órgão, e não mais na Coordenadoria e no Grupo. Por meio de nota, o MP esclarece que a medida foi necessária para“potencializar a atuação na área do Patrimônio Público”.

No comunicado, o Ministério Público argumenta que a ideia é ter dois promotores destacados exclusivamente para o Gepatria para dar mais amplitude e agilidade nas ações de combate à corrupção. E explica que o promotor foi convidado a atuar exclusivamente na força-tarefa, mas preferiu permanecer apenas no setor de Recursos Cíveis, onde já atuava cumulativamente.

Em agosto, o Gepatria ajuizou sete ações civis públicas por improbidade administrativa no âmbito da Quadro Negro, todas elas assinadas por Choinski. Os processos miram 17 pessoas, incluindo nomes que fazem parte da cúpula do governo do Paraná, e pedem a restituição aos cofres públicos dos recursos desviados.

A operação estima que as fraudes tenham gerado um prejuízo de pelo menos R$ 20 milhões ao erário. Isso porque, na maioria dos casos, as obras mal saíram do papel.

À imprensa, o Executivo estadual tem afirmado que a Construtora Valor já foi multada, que a empresa está impedida de contratar com o setor público, e cobra tanto a restituição das verbas quanto a punição dos culpados.

Comments

  1. Luiz Fanchin says:

    Eles tomaram conta do poder de certa forma que ninguém consegue tirá-los de onde estão. Não sobra um meu irmão.

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