Prostituição e consumo de drogas afastam frequentadores do Passeio Público

O parque mais antigo e um dos mais tradicionais de Curitiba virou ponto de usuários de drogas, prostitutas e moradores de rua. Alguns frequentadores e comerciantes do Passeio Público reclamam da venda de entorpecentes à luz do dia no local.
Localizado no centro da capital paranaense, o parque já foi ponto de encontro e era um dos preferidos das famílias curitibanas, como lembra o aposentado José Vieiras.

O analista internacional Bruno de Quadros, que tem o costume de passear no local semanalmente, reclama da falta de policiamento, já que ainda é possível perceber assaltos realizados no Passeio Público.

A comerciante Patrícia de Oliveira, que tem um ponto de vendas de sorvetes reclama do excesso de moradores de ruas, que atrapalham muito os turistas e pessoas que passeiam pelo local.

Ela também reclama do consumo de drogas, mas preferiu não gravar essa informação, pois é bastante conhecida no local e teme problemas com usuários.
O Passeio Público é também ponto de trabalho de garotas de programa. De acordo com quem passa pelo parque elas não incomodam, mas acabam deixando o local não apropriado para as crianças. Uma garota de programa que não quis se identificar disse que não faz sentido as pessoas reclamarem de moradores de rua, pois eles não têm para onde ir.

Outra garota de programa que também pediu para não ser identificada disse que acha o parque um bom ponto para se trabalhar.

Quanto à reclamação de moradores de rua, a enfermeira e coordenadora do resgate social de Curitiba, Luciana Kusman, afirma que o Passeio Público é uma área onde os agentes atuam constantemente.
No entanto, ela explica que as pessoas são convidadas a irem para outros espaços da prefeitura e não podem ser obrigadas a isso.

Quanto à reclamação de consumo de drogas, a Polícia Militar informou que as abordagens para quem usa entorpecentes no local são feitas e os usuários são encaminhados para a delegacia. Mas, na maioria dos casos, eles não podem ficar presos, pois são detidos com quantidade que configura o consumo da droga.

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