Queda no volume de acidentes de trabalho reflete também o aumento do desemprego por causa da crise

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O número de acidentes de trabalho no Paraná cai, em média, 6,1% a cada ano. Ao menos foi esse o resultado observado entre os anos de 2014 e 2016. De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social, o estado registrou aproximadamente 53 mil episódios em 2014, cerca de 48 mil em 2015, e pouco mais de 42 mil em 2016. Variação que representa, portanto, uma queda de 18,5%.

Por outro lado, Guilherme Murta, presidente da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho, ressalta que a análise dos dados deve ser feita à luz de um contexto maior. Segundo ele, é imprescindível considerar as taxas de desemprego no estado, que passaram de 4% em 2014 para 8% em 2016.

Proporcionalmente, os números do Paraná são bem parecidos com os indicadores nacionais. O estado tem uma média de quase 17% de ocorrências não notificadas entre 2014 e 2016.

Os acidentes típicos, ou seja, que podem ocorrer em decorrência da atividade que o trabalhador realiza, são a maioria dos registros. Em seguida vêm os problemas verificados no trajeto e, por fim, as doenças.

O Paraná é o quarto estado do país com mais casos, atrás de São Paulo (198.354), Minas Gerais (58.848) e Rio Grande do Sul (50.848). E o problema é tão presente que tem até data especial: é em 27 de julho, Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.

No Brasil, quase 579 mil acidentes de trabalho foram registrados ao longo de 2016. Já em 2015 foram pouco mais de 622 mil, enquanto 2014 terminou com mais de 712 mil.

Os trabalhadores do setor de Serviços foram os mais afetados no triênio, e as partes do corpo mais atingidas são os membros superiores, especialmente punhos e mãos, com ferimentos, fraturas e traumas superficiais. No que diz respeito à faixa etária, o maior índice é nos trabalhadores entre 30 e 34 anos.

 

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