Queimaduras em período junino aumentam cerca de 15%

O número de queimaduras nesta época do ano aumenta entre 10 e 15% além da média normal dos atendimentos, em Curitiba. Um dos principais motivos são as festas juninas. Durante as comemorações, muitas pessoas se expõem aos fogos de artifício e às fogueiras. No entanto, outras situações também podem causar acidentes nessa época do ano. O cirurgião plástico José Luiz Takaki, chefe do serviço de queimados do Hospital Evangélico, explica que as pessoas podem se queimar quando tentam diminuir um pouco os efeitos das baixas temperaturas do inverno na Capital Paranaense.

O costume de queimar carvão para aquecer os cômodos, por exemplo, também elimina oxigênio do ar e pode causar danos na pele e até intoxicações. Brincadeiras como pisar em brasas, soltar balões ou pular fogueiras, comuns nas festas dessa época do ano, são muito perigosas e devem ser evitadas. Na cozinha, o preparo de alimentos como pinhão e milho cozido também requerem todo o cuidado. Queimaduras que envolvem álcool são as que causam danos mais profundos na pele e também as mais perigosas. Acidentes com outros líquidos quentes, como a própria água, são mais superficiais, mas causam muito mais dor. A cicatrização desse tipo de ferida é bem mais rápida, em torno de 3 dias. O tratamento nesses casos é simples.

Em qualquer situação, porém, é preciso procurar atendimento médico. O especialista ressalta ainda que nos casos de queimaduras em crianças, normalmente um adulto está próximo e às vezes foi até o agente que expôs o menor ao fogo ou ao material inflamável.

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