Receita Estadual deixou de arrecadar quase R$ 3 bi por crimes investigação na Operação Publicano

Foto: Divulgação/PF

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A Receita Estadual do Paraná deixou de arrecadar quase três bilhões de reais por causa dos crimes cometidos por fiscais que deixavam de cobrar multas de empresários sonegadores de impostos, investigados na Operação Publicano. O balanço mais recente divulgado pela Secretaria da Fazenda do Paraná aponta que a Receita perdeu 2 bilhões e 810 milhões de reais nos últimos seis anos. O valor é referente a multas não aplicadas pelos fiscais, impostos sonegados e juros.

Segundo a Secretaria, foram aplicados 722 autos de infração contra as empresas que deixaram de recolher impostos. Do total apurado, apenas 1,3% do valor, pouco mais de 27 milhões e 100 mil reais foram pagos ou parcelados pelos devedores. Até agora, apenas dois responsáveis pelas auditorias foram condenados – no âmbito da operação – por corrupção passiva e tributária.

A Operação Publicano investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual que teria surgido a partir de Londrina, no Norte do Paraná. Segundo o Ministério Público, foram identificadas três estruturas criadas dentro desse esquema. A primeira envolve empresários e particulares que utilizavam empresas registradas em nomes de laranjas para crimes de corrupção passiva, tributária, lavagem de ativos, sonegação fiscal por meio de notas fiscais frias, geração fraudulenta de créditos de ICMS e documentos falsos.

A segunda estrutura reúne um grupo de auditores fiscais associados desde 2012 e envolvidos com crimes de corrupção recebendo dinheiro de propina de empresários da organização criminosa. A terceira, formada por auditores, advogados, empresários e particulares que começaram a praticar crimes após a deflagração da Operação Publicano 1 e a prisão de um dos auditores. De acordo com o MP, esse grupo passou a extorquir empresários, para que pagassem valores para não noticiar as irregulares já praticadas, levando a mais lavagem de dinheiro. A primeira fase da operação Públicano foi deflagrada em abril de 2015, pelo Gaeco de Londrina.

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