Sérgio Moro aumenta para 13 anos quebra de sigilo telefônico de secretária de Palocci

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), o juiz Sérgio Moro decidiu aumentar para 13 anos o período da quebra de sigilo telefônico de uma secretária do ex-ministro Antônio Palocci, réu em dois processos relacionados à Operação Lava Jato.

O prazo autorizado anteriormente era válido apenas para o ano de 2010. Com a nova decisão, os investigadores estão autorizados a analisar todas as ligações entre 2005 e 2017.

Segundo Moro, a quebra de sigilo da secretária se justifica porque existem “provas de que ela intermediava comunicações realizadas entre Antônio Palocci e os executivos do Grupo Odebrecht”.

O período estendido da quebra de sigilo telefônico vai permitir à força-tarefa Lava Jato analisar a atuação de Palocci nos anos em que ocupou o cargo de ministro da Fazenda, durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2006).

A medida também permite analisar conversas da secretária de Palocci no período em que ele foi o ministro-chefe da Casa Civil, durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (2011). O pedido de quebra de sigilo telefônico está em sigilo. O documento foi divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

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