Servidores do Judiciário seguem paralisados nesta quarta-feira

Foto: reprodução/TCEPR

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Os funcionários do Poder Judiciário decidiram manter a paralisação da categoria, iniciada ontem na terça-feira (24), por mais 24 horas. A continuidade do movimento foi definida ontem, em uma assembleia realizada no início da noite. O objetivo é participar dos atos organizados pelos professores da rede estadual, que incluem marchas pelo centro de Curitiba e uma grande concentração em frente ao Palácio Iguaçu, onde uma reunião entre representantes dos docentes e do governo do estado deve ser realizada a partir das 11 horas da manhã. O encontro vai ser mais uma tentativa de negociação para pôr fim à greve das escolas estaduais, que entra hoje no décimo sétimo dia. O presidente do Sindijus, que representa os servidores do Judiciário, José Roberto Pereira, explica que a paralisação da categoria é, principalmente, contra as medidas de austeridade propostas pelo Executivo. Segundo ele, a principal insatisfação é com a possível fusão do fundo da Paraná Previdência com o fundo financeiro do estado, que permitiria ao governo ter acesso à poupança de oito bilhões de reais acumulada pelos trabalhadores ao longo dos anos. Com isso, dependendo dos desdobramentos do encontro de hoje, não se descarta a possibilidade de novas paralisações na sequência e até de uma greve do Judiciário.

Os servidores também protestam contra o pedido dos magistrados do Tribunal de Justiça para receber o auxílio-moradia retroativo ao ano de 2009. Outra reivindicação, conforme o presidente do sindicato, é a igualdade de tratamento entre os funcionários do primeiro e segundo graus do Poder Judiciário.

Ao todo, são cerca de sete mil servidores do Poder Judiciário no estado, sendo que 3.600 deles são sindicalizados. A paralisação de ontem teve adesão de funcionários de várias cidades além da capital, incluindo Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Colombo, na região metropolitana. Por causa do movimento, apenas os serviços essenciais estão mantidos. Funcionam então o atendimento a advogados, as audiências com réu preso ou relacionadas a pensão alimentícia, a agenda do Tribunal do Júri e medidas cautelares e liminares. Já possíveis citações, penhoras ou intimações, assim como as atividades dos oficiais de justiça e a tramitação de processos só devem ser retomados na quinta-feira (25), a partir do meio-dia, que é o horário do início do expediente do Judiciário. A reportagem procurou a assessoria de imprensa do Executivo, que ainda não retornou as ligações. Já o Tribunal de Justiça não vai se manifestar sobre o assunto por enquanto.

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