Servidores voltam a se reunir na manhã desta quarta-feira (14) para debater mudanças no pacotaço de Greca

Foto: Narley Resende / BandNews Curitiba

Sindicatos, servidores municipais e representantes da prefeitura se reúnem na administração municipal, para debater a possibilidade de mudanças no pacote de ajuste fiscal, proposto pelo prefeito Rafael Greca (PMN). Na manhã desta quarta-feira (14), servidores da Câmara, acompanhados por sindicalistas, fizeram uma vistoria para contabilizar os danos da invasão ao legislativo, promovida na noite desta terça-feira (13).

Uma porta de vidro foi quebrada, assim como uma janela e uma placa de mármore. Um dos microfones do plenário também foi danificado. Ontem (terça), cerca de 200 pessoas ocuparam o prédio por mais de quatro horas e só saíram após a promessa de reunião com a prefeitura. A exigência é a retirada do projeto.

Por sua vez, a prefeitura e a base governista na Câmara garantem que as mudanças precisam ser aprovadas, para que os cofres públicos voltem à situação normal e o contribuinte possa conseguir combater a recessão econômica. A votação dos projetos, que estava prevista para acontecer ontem, foi remarcada para a próxima terça-feira (20). O presidente da Câmara, Serginho do Posto (PSDB), diz esperar uma votação tranquila, mas admite o receio de novo tumulto.

A reunião desta tarde, na prefeitura, será a portas fechadas. Não será permitido o uso de caminhão de som do lado de fora. Os manifestantes, que permanecem nos arredores da Câmara, exigem que o trâmite em regime de urgência seja retirado. O pedido de celeridade, da bancada governista, foi aprovado na última semana.

Entre as pautas mais polêmicas estão a suspensão dos planos de carreira e do pagamento do reajuste anual; a limitação do gasto com pessoal a 70% do crescimento da Receita Corrente Líquida; o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%; e a criação de um fundo de previdência complementar, além da devolução de R$ 600 milhões que a prefeitura afirma terem sido pagos indevidamente do instituto de previdência dos servidores para os cofres municipais.

Este último ponto, segundo os trabalhadores, já foi considerado ilegal pelo Ministério da Fazenda. Caso concretizada a devolução, a prefeitura poderia perder o direito a repasses da União e ainda teria o Certificado de Regularidade Previdenciária suspenso.

Foto: Narley Resende / BandNews Curitiba

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