Setor de vestuário foi o segundo que mais gerou empregos no Paraná

Foto: Gilson Abreu/Arquivo ANPr

O setor de vestuário foi o segundo que mais gerou empregos no Paraná nos quatro primeiros meses desse ano. Foram pouco mais de 12 mil admitidos no período contra pouco mais de 9 mil e 900 demissões. O setor ficou atrás somente da indústria de bebidas e alimentos. Os dados são do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse é o melhor resultado para o primeiro quadrimestre dos últimos três anos. Segundo a economista do Observatório do Trabalho da Secretaria Estadual de Justiça, Suelen Glinski dos Santos, o setor sofreu com a crise dos últimos anos.

No mesmo período do ano passado o saldo era negativo em pouco mais de 6 mil postos e em 2015 em mil e 452 postos de trabalho. Apucarana, Cianorte e Maringá foram as cidades que mais geraram empregos no setor no primeiro quadrimestre. Somente a região de Cianorte ampliou em 8% a produção nesse ano. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Cianorte, Wilson Becker, essa é a primeira reação do setor desde 2015.

Atualmente são cerca de 300 empresas de vestuário na região de Cianorte, que produzem 2 milhões de peças por mês. Boa parte dessa produção é feita para o mercado interno, que foi um dos mais afetados pela crise. Segundo o diretor do Ipardes, Julio Suzuki Júnior, os saques das contas do FGTS ajudaram a reaquecer a economia local.

Mesmo com o pequeno aumento nos postos de trabalho, as indústrias da região ainda trabalham com um percentual de ociosidade de 25%. O Paraná foi o terceiro Estado com maior saldo de empregos formais no setor do vestuário do País no primeiro quadrimestre.

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