STF decreta novo pedido de prisão para Eduardo Cunha, citado em delação da JBS

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Mesmo preso, o deputado cassado Eduardo Cunha teve um novo pedido de prisão preventiva decretado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. O político do PMDB foi notificado na manhã desta quinta-feira (18) no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde está preso desde outubro do ano passado. O pedido faz parte da operação deflagrada nesta quinta-feira a partir da colaboração premiada dos donos da JBS. Segundo os executivos, Cunha recebia mesada da empresa para não fechar um acordo de delação premiada. De acordo com o jornal o Globo, o presidente Michel Temer foi gravado por um dos donos do grupo JBS dando aval para comprar o silencio do peemedebista. Agora, mesmo com um possível habeas corpus na Operação Lava Jato, relacionada a ação penal que tramita em primeira instância, o ex-deputado Eduardo Cunha vai continuar preso por conta desse novo mandado de prisão. Em março, Cunha foi condenado pelo juiz Sergio Moro a 15 anos e quatro meses de reclusão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A denúncia contra o peemedebista envolve um contrato em que a Petrobrás comprou direitos de participação na exploração de um campo de petróleo na República do Benin, na África. O negócio, segundo os procuradores do Ministério Público Federal, envolveu o pagamento de propina ao ex-deputado federal de cerca de U$ 1,5 milhão. Para os procuradores, Cunha utilizou o cargo de deputado e de presidente da Câmara para sustentar o esquema de corrupção, obter vantagens ilícitas e atender interesses particulares. Além disso, ele é suspeito de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

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