Suspensão da vacina contra febre aftosa pode gerar economia de 30 milhões por ano

Na foto, secretário de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara. (Foto: Divulgação SEAB)

A vacinação contra febre aftosa pode ser suspensa no Paraná. A decisão foi aprovada por diversas entidades das cadeias produtivas de proteína animal como bovinos, suínos, aves, leite e peixes, dentre elas: a Sociedade Rural, o Sindicato Rural e a Secretaria Municipal de Agricultura de Ponta Grossa, que manifestaram apoio ao movimento “Paraná Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação”. O movimento foi criado por pecuaristas com o objetivo de gerar uma economia em três anos, de pelo menos R$ 90 milhões ao setor produtivo de proteínas animais no Paraná. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a estratégia trará uma economia de mais de um bilhão de reais para um período de 20 anos. Além disso, segundo a instituição, a erradicação da vacina pode abrir possibilidades de ganhos, com novos negócios e melhor remuneração da produção. Segundo o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, 65% do mercado no mundo não compra carne suína do Brasil por causa da vacinação que ainda existe no país.

De acordo com uma medida proposta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Paraná constituiria um bloco com os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul com o objetivo de reconhecer status de área livre de febre aftosa em 2024. No entanto, o Paraná quer erradicar a vacina em 2021. Segundo a Secretaria da Agricultura e Abastecimento, a vacinação pode e deve ser substituída pela vigilância na sanidade animal, com instrumentos que requerem mais tecnologia e estão integrados com o cenário atual. De acordo com Inácio Kroetz, a auditoria tem como objetivo a confirmação da capacidade do serviço veterinário.

A previsão é que a última campanha de vacinação contra a febre aftosa aconteça no final de 2018. A expectativa é que a Organização Internacional de Epizootias (OIE) – que reconhece internacionalmente o status de regiões e países – reconheça a nova medida. Uma reunião entre os cento e oitenta e três países vinculados à instituição está marcada para maio de 2021.

 

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*