Testemunha ouvida pela polícia reforça tese de racha que matou 5 pessoas da mesma família

(Foto: divulgação/PRF)

Uma das testemunhas do acidente que teria sido causado por um racha entre quatro caminhões e que matou cinco pessoas de uma mesma família na segunda-feira à noite foi ouvida nesta quarta-feira (4) pela Polícia Civil.  De acordo com o delegado Marcelo Trevizan, de Campo Mourão, a testemunha relatou que foi ultrapassada pelos quatro caminhões.

Outra pessoa que presenciou a cena será ouvida hoje (05). As que já foram ouvidas pela Polícia Rodoviária Federal serão procuradas para prestar novos depoimentos. Quatro caminhoneiros permanecem presos, suspeitos de homicídio. Pai, mãe e três filhos – crianças entre 4 e 11 anos – morreram no acidente que ocorreu na BR-369, no trevo de Mamborê, no Norte do Estado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a carreta que bateu contra o carro disputava um racha com outros três caminhões por cerca de 10 quilômetros. Ao invadir uma terceira faixa do sentido contrário de uma pista simples, o caminhão bateu de frente com o carro em que estava a família.

O motorista da carreta envolvida no acidente teve ferimentos leves. Ele passou pelo teste do bafômetro, mas o resultado deu negativo para o consumo de álcool. Após ouvir testemunhas que relataram o racha, a PRF encaminhou os quatro caminhoneiros para a Delegacia de Mamborê. O delegado Marcelo Trevisan, afirma que os tacógrafos dos quatro caminhões, apreendidos pela polícia, indicavam que os veículos trafegavam acima da velocidade permitida na via, entre 90 km/h e 105 km/h.

De acordo com o delegado, os quatro caminhoneiros foram presos em flagrante por crime inafiançável.

O caso é investigado pela Polícia Civil de Campo Mourão, onde está o delegado Marcelo Trevisan, que é responsável por outras delegacias da região.

(Foto: divulgação/PRF)

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