Testemunhas de acusação do segundo processo contra Lula foram ouvidas na manhã de hoje (9)

Quatro testemunhas de acusação do segundo processo contra o ex-presidente Lula em Curitiba são ouvidas nesta terça-feira, 09, pela Justiça. Três depoimentos aconteceram pela manhã, em São Paulo, por videoconferência.

Entres os que prestaram depoimento estava o pecuarista José Carlos Bumlai. Também falou ao juiz Sérgio Moro o empresário Mateus Cláudio Gravina Baldassari – dono de um terreno comprado pela Odebrecht. Durante a tarde, presta depoimento a antiga proprietária do apartamento vizinho ao do ex-presidente em São Bernardo do Campo.

Estes são dois dos principais focos de investigação da ação penal. No processo em questão, Lula é acusado de gerenciar “uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos”.

É investigada a compra de um terreno, pela Odebrecht, que seria destinado à construção de uma nova sede para o Instituto Lula. O terreno custou doze milhões e quatrocentos mil reais. Também é investigada a compra de um apartamento vizinho ao local onde o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo (SP), por 504 mil reais.

Neste contexto, a propina distribuída pela Odebrecht chega a R$ 73 milhões. O dinheiro ilícito beneficiou partidos e políticos – principalmente do PMDB, PP e PT.

Depois das quatro testemunhas de hoje, as audiências deste processo são retomadas apenas daqui a duas semanas, no dia 22 de maio. Nesta data são ouvidos três delatores – os empresários Augusto Mendonça de Ribeiro Neto e Dalton dos Santos Avancini, e do senador cassado Delcídio do Amaral.

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