Três políticos foram presos pela Polícia Federal em Paranaguá

Os políticos são acusados de ameaça e tentativa de suborno de testemunhas do inquérito aberto pelo Ministério Público que investigou a troca de cargos comissionados no Porto de Paranaguá por apoio político para as eleições deste ano e a arrecadação ilegal de recursos para financiamento de campanha eleitoral na cidade. Dos presos, dois são integrantes do diretório municipal do PSDB de Paranaguá: Vanderli Cunha do Rosário e Anderson Wanderci Pinto Barboza. O outro é o presidente do PSB: o ex-vereador Arnaldo Maranhão. De acordo com a denúncia do MP, eles se associaram com o objetivo de reforçar a pré-candidatura de Alceuzinho Maron – à prefeitura de Paranaguá. Agora eles são réus em ação penal por tráfico de influência, formação de quadrilha, coação de testemunhas e corrupção. De acordo com o delegado Sérgio Luiz de Oliveira, da Polícia Federal, as prisões foram cumpridas a partir de mandados expedidos pela Justiça e pedidos pelo Ministério Público de Paranaguá.

A investigação do Ministério Público apontou o pré-candidato à prefeitura de Paranaguá Alceu Maron Filho (PSDB) como suposto responsável pelas promessas indevidas feitas pelos políticos agora presos. Ele teria prometido aos envolvidos que influenciaria seu primo Airton Maron – ex-superintente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) – para conseguir cargos comissionados no Porto de Paranaguá e Antonina. Alceuzinho já foi denunciado pelo Ministério Público, ao lado dos presos e do presidente do PSL na cidade, Ênio Campos Silva e o funcionário comissionado da Appa Ademar João Neves. A Rádio BandNews ligou agora pouco para o promotor Alexandre Gave, que trabalha nos procedimentos investigatórios, mas ele não estava na promotoria. De acordo com o Ministério Público, o promotor passa o dia hoje em Pontal do Paraná, em inspeção ambiental.

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