TRF4 nega pedido da defesa de Lula para destruir grampos envolvendo advogados

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou pedido da defesa do ex-presidente Lula para que áudios de conversas telefônicas que foram grampeados pela justiça fossem destruídos. As chamadas, gravadas entre fevereiro e março de 2016, envolviam um dos principais números do escritório que defende o petista, o Teixeira, Martins e Advogados, sediado na capital paulista.

De acordo com os defensores, no total, 462 conversas entre advogados e advogados e clientes foram gravadas. A defesa de Lula alega que os áudios estão protegidos por sigilo e que o Supremo Tribunal Federal teria se manifestado a favor da destruição, já que colocam em risco garantias constitucionais e prerrogativas profissionais. O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato em segunda instância, negou o pedido sob o fundamento de que não havia urgência.

Agora, os demais desembargadores da 8ª Turma da Corte, devem analisar o mérito da ação proposta pelos advogados do petista. No entanto, não há previsão para que o recurso seja apreciado.

 

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