TRF4 nega pedido de suspeição contra juiz Sérgio Moro

Imagem divulgação TRF4

O Tribunal Regional Federal da Quarta Região nega o pedido da defesa de Lula para que o juiz federal Sérgio Moro seja afastado do processo em que o petista é acusado de ser o dono de um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo.

No mesmo processo, o ex-presidente também é acusado de ter sido beneficiado por reformas orçadas em cerca de um milhão de reais feitas pelas construtoras OAS e Odebrecht. O pedido de suspeição contra Moro foi negado por unanimidade pelos desembargadores.

De acordo com o relator da Lava Jato no TRF4, o desembargador João Pedro Gebran Neto, as questões apresentadas pela defesa de Lula já foram analisadas pela 8ª Turma em outras ações semelhantes. Por meio de nota, a defesa de Lula diz que ele não teve direito a um julgamento “justo, imparcial e independente. O processo que envolve o sítio de Atibaia tramita na 13ª Vara Criminal Federal, em Curitiba.

Lula é investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, Lula recebeu propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS. Além do ex-presidente também são réus no processo outras doze pessoas. A defesa de Lula nega todas as acusações e diz que “não existe qualquer elemento mínimo que permita cogitar que Lula praticou qualquer dos crimes indicados pelo MPF”.

Os depoimentos desta ação começam no dia 05 de fevereiro de 2018. Ao todo, treze pessoas serão ouvidas pelo juiz Sérgio Moro a pedido do MPF. Entre elas estão o casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, os ex-dirigentes da Petrobras Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Pedro Barusco e o doleiro Alberto Youssef.

Depois das audiências da acusação, serão ouvidas as testemunhas de defesa. De acordo com a justiça federal, os advogados de Lula indicaram 59 pessoas para testemunharem em favor do ex-presidente. O interrogatório dos réus ainda não foi agendado pelo juiz Sérgio Moro.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*