UFPR deve instalar mesas de negociação na próxima semana

A partir da próxima semana, a Universidade Federal do Paraná deve instalar mesas de negociações com os servidores que entraram em greve oficialmente hoje, às 6 da tarde. A afirmação é do reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho. Ele conta que na última semana, uma comissão da universidade foi até Brasília para pedir apoio nas negociações com os funcionários.

A paralisação que começou hoje envolve professores da Universidade Federal do Paraná e da Universidade Tecnológica Federal do Estado, e é por tempo indeterminado. Só na UFPR, cerca de dois mil e trezentos professores paralisaram as atividades. A principal reivindicação dos docentes é a reformulação da carreira. Os professores pedem que o salário inicial, que hoje é de R$ 1.500 reais, passe para cerca de R$ 2.300 reais. Existe também o pedido de reajuste salarial de pouco mais de 22%, uma reivindicação de todo serviço público federal. De acordo com o vice-presidente da Regional Sul do Sindicato Nacional dos professores das universidades federais, Cláudio Tonegutti, o governo federal suspendeu as negociações com a categoria. Atenção, retranca diferente.

De acordo com Zaki Akel, reclamações sobre a suspensão das aulas começaram a chegar ao gabinete da reitoria antes mesmo do início da greve.

Em torno de quarenta mil alunos ficam sem aulas a partir de hoje. Nesta tarde, os servidores promoveram um ato com o tema “Por que a greve?” para explicar para a comunidade acadêmica os motivos da paralisação. No ano passado, a greve nacional dos docentes durou 14 dias e algumas das conseqüências foram a suspensão das matrículas e o atraso do fim das aulas.

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