Última das 25 torres da Avenida das Torres é desmontada

Foto: Pedro Ribas/SMCS – arquivo

Depois de quase cinco décadas, a avenida Comendador Franco perde nesta sexta-feira (1.º) a última das suas 25 torres. A empreiteira contratada pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) deve desmontar, no período da manhã, a única das grandes estruturas de metal que ainda permanecia em pé naquela que ficou conhecida como Avenida das Torres.

O futuro do corredor que liga as cidades de Curitiba e São José dos Pinhais ainda é desconhecido. Em novembro, quando as primeiras torres começaram a ser retiradas, o prefeito Rafael Greca chegou a dizer que uma das possibilidades seria transformar o espaço num corredor de transporte.

A ideia também era vislumbrada na gestão anterior, do prefeito Gustavo Fruet. Greca afirmou que uma das soluções possíveis seria adotar um novo modal, como VLT (veículo leve sobre trilhos) ou VLP (veículo leve sobre pneus). E que um estudo seria realizado à medida que as obras avançassem.

O Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), no entanto, informa que “a área será apenas reservada para eventual uso futuro” e que “não há projetos previstos neste momento”. As torres, que começaram a ser instaladas na década de 30, serviam de suporte para a linha de alta tensão de transmissão de energia. Desligada para que fosse desmontada, agora ela será substituída por uma linha subterrânea de oito quilômetros e que vai ampliar a capacidade de operação de 69 kv para 230 kv.

O incremento serve para atender a demanda crescente de consumo na região central de Curitiba. Concluída a retirada da linha aérea, a Copel está agora na fase de escavação para instalação da linha subterrânea. O gerente do Departamento de Engenharia de Linhas de Transmissão da Copel, Ilmar da Silva Moreira, diz que há uma expectativa de antecipar em cerca de meio ano a conclusão, inicialmente prevista para dezembro de 2019.

Além de evitar os horários de pico para a realização das obras, os empreiteiros estão usando o chamado método não destrutivo para fazer as escavações. O gerente Ilmar Moreira diz que a medida serve para reduzir o impacto da obra.

A obra vai custar R$ 178 milhões, considerando o investimento em linha de transmissão e subestação. A linha antiga tinha, além das 25 torres, 20 superpostes e 42 quilômetros de cabos condutores elétricos. A nova linha subterrânea vai conectar a já existente subestação Uberaba à subestação Curitiba-Centro, que está sendo construída ao lado do viaduto do Capanema. As obras de implantação da nova linha subterrânea devem ser concluídas em março de 2019.

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