Um em cada cinco integrantes dos tribunais de contas do Brasil já foi acusado de cometer irregularidades

Levantamento feito pelo Ministério Público de Contas de Roraima mostrou que um em cada cinco integrantes dos tribunais de contas do Brasil já foi acusado de cometer irregularidades. A pesquisa investigou a vida e a atuação de conselheiros e ministros de tribunais de contas dos estados e do Tribunal de Contas da União. O estudo mostra que dos 240 conselheiros e ministros de tribunais de contas, 53 já foram alvo de investigações – incluindo acusações referentes ao período anterior à posse no tribunal. No Paraná, quatro foram investigados: Hermas Brandão (por suposto envolvimento na contratação de fantasmas na Assembleia Legislativa), Artagão de Mattos Leão (que seria proprietário de rádio no interior que receberia verbas de publicidade municipais), Heinz Herwig (recém aposentado, por supostamente ter ajudado a empresa falida Olvepar a vender créditos tributários podres para a Copel) e Maurício Requião (por ter sido nomeado pelo irmão que era governador, caindo na súmula antinepotismo). Segundo o presidente do Tribunal de Contas, Fernando Guimarães, o modelo atual de indicação de conselheiros é que leva ao descrédito muitos dos tribunais de contas.

No caso dos conselheiros paranaenses, Fernando Guimarães acredita que as investigações devem ser feitas sempre pelos ministérios públicos. Dentro do Tribunal de Contas, todos os citados no estudo de Roraima sempre cumpriram com a obrigação na Casa.

Para melhorar a indicação de conselheiros pela classe política brasileira, Fernando Guimarães propõe uma mudança na legislação nacional.

Dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Paraná, quatro são eleitos pela Assembleia Legislativa, um é de livre nomeação do governador, um é escolhido entre membros do Ministério Público de Contas e um entre os auditores do próprio Tribunal de Contas.

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