Um quarto dos 400 internos do Complexo Médico Penal do Paraná está preso indevidamente

O local abriga 400 pessoas e destas 100 vão ganhar a liberdade. Há casos de presos que estão há 30 anos no local e não têm sequer uma condenação. Outros estão detidos há décadas porque cometeram crimes como: roubar barras de chocolate de um supermercado, roubar uma bicicleta ou quebrar a vidraça de uma loja com uma pedra. Como têm problemas mentais, eles foram mandados para o Complexo Médico Penal e permaneceram sem que o processo judicial fosse revisto. Dos 100 que tem autorização para sair do Complexo Médico Penal, 44 serão transferidos para uma residência de reabilitação, porque não tem família. Eles vão participar de inúmeras atividades e devem receber acompanhamento médico e psicológico para serem reinseridos na sociedade. O convênio para a transferência para uma instituição privada foi assinado hoje (sexta) pelo governador Beto Richa. Ele reconhece que os internos do Complexo Médico Penal estavam abandonados.

A revisão dos processos dos detentos do Complexo Médico foi feita depois de uma determinação do Conselho Nacional de Justiça. A Secretária Estadual de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, explica que um novo sistema é implantado para evitar que pessoas com problemas mentais fiquem presas injustamente.

O governo do estado vai gastar 72 mil reais por mês, durante seis meses, para manter os internos do Complexo Médico em uma residência de habilitação. O convênio pode ser prorrogado por mais tempo.

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