Utensílios e roupas que não são mais usados podem ser revendidos

(Foto: Divulgação/Vende Tudo Brasil)

Consertar ao invés de trocar, revender no lugar de jogar fora. Algumas iniciativas curitibanas buscam incentivar cada vez mais adeptos a estas ações. Empresas que auxiliam nas vendas de itens domésticos usados ou de roupas, são exemplos. O empresário Rafael Gomes Savae é sócio do brechó Libélula, uma loja de roupas usadas diferente: as peças são de marcas famosas ou no estilo vintage. E são selecionadas uma a uma para atrair os clientes.

Todas as roupas passam por uma avaliação e higienização antes de irem para as vitrines. A promessa do brechó é oferecer, todos os dias, pelo menos 100 peças diferentes em cada unidade da rede. Além de roupas, as lojas também têm acessórios como bolsas, carteiras, óculos de Sol e bijuterias.

E para quem precisa vender móveis ou utensílios domésticos, uma outra iniciativa surgiu em Curitiba. Desde 2015, uma empresa ajuda quem quer vender as coisas de casa sem se preocupar. A gestora de mídias digitais da Vende Tudo Brasil, Helena Ferrari, explica que a ideia surgiu da necessidade que a própria idealizadora teve ao mudar de cidade: ela não podia levar os móveis e resolveu colocar tudo à venda. Agora, a empresa presta assessoria para quem está na mesma situação.

A empresa promete deixar a casa vazia em dois dias de vendas. Tudo é divulgado por redes sociais e é possível pagar com cartões e até parcelar o pagamento. Em 3 anos de projeto, 10 famílias já foram atendidas e eles esperam estender o atendimento para Santa Catarina. Essas iniciativas têm ganhado o mercado e são formas até mesmo de viver mais leve: quem se desapega de coisas que não usa mais e “passa para frente” gira a roda a sustentabilidade. É o que garante a personal organizer Camila Bette, que trabalha ajudando a organizar ambientes. E a organização começa justamente em se desfazer de coisas que não fazem mais sentido ou reaproveitar aquelas que ainda fazem.

Só em 2016, o Brasil gerou 78 milhões de toneladas de resíduos sólidos. A produção de itens novos causa grandes impactos ambientais. Por isso, Camila destaca que redirecionar itens é uma forma sustentável de agir.

Para quem quiser começar a mudar o hábito de consumo, uma dica é aplicar o 5S, uma filosofia japonesa que desenvolve os sensos de utilização, descartando o que não é mais útil, ordenação, organizando cada coisa em um lugar específico, limpeza, higiene e autodisciplina, para manter a prática como uma rotina.

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