Vacinas contra gripe Influenza começam a ser aplicadas na rede particular

Parte das clínicas e laboratórios da rede particular de Curitiba começou nesta semana a aplicar a vacinas contra as gripes Influenza que chegam com o outono e inverno.

Inicialmente, as doses custam entre 90 e 130 reais, dependendo do período e do distribuidor. O início da campanha nacional de vacinação do Ministério da Saúde, com vacinas gratuitas, começa no dia 23 de abril e vai até 1º de junho.

Nos postos de saúde pública é ofertada a vacina trivalente; na rede particular estão disponíveis as duas variantes, inclundo a quadrivalente.

A trivalente tem cepas do vírus influenza A H1N1, influenza A H3N2 e influenza B Brisbane. Já a quadrivalente inclui mais cepas da influenza B e conta com o subtipo Phuket. Na prática, a tetravalente oferece a chance de proteger contra um vírus a mais.

O início da vacinação na rede particular ainda é limitado e nem todas as unidades das redes de laboratórios e clínicas possuem as doses. O presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas, Geraldo Barbosa, afirma que sete milhões de doses são distribuídas em todo o país.

O presidente da associação admite que clínicas de determinadas regiões abusam dos preços quando a demanda aumenta. Apesar disso, a recomendação é de que no mercado de saúde os preços oscilem apenas entre 10 e 15%.

Apesar disso, Barbosa afirma que neste ano, uma modificação em regras da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária deve baratear as vacinas. Isso deve deixar as doses entre 90 e 130 reais, bem abaixo dos 220 reais que chegaram a ser cobrados em anos anteriores.

Mesmo quem já teve acesso à vacina não tem garantia de imunização. A vacina contra a gripe aplicada nos Estados Unidos entre novembro de 2017 e janeiro de 2018, período de inverno no Hemisfério Norte, foi apenas 36% eficaz. A informação é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. O número é menor que a eficácia registrada no mesmo período em 2016 e 2017, quando o imunizante preveniu 48% das infecções.

Em relação à cepa H3N2 do vírus da gripe, a vacina foi eficaz em 25% dos casos — contra os 32% registrados na temporada anterior. A cepa H3N2 é a mais comum nos Estados Unidos, sendo responsável por 69% das infecções. No Brasil, a cepa também circula e foi responsável pela maior parte das infecções em 2017, segundo informações da Sociedade Brasileira de Imunizações. Apesar eficácia registrada, no entanto, o CDC continua a indicar a vacina da gripe.

Neste ano, o Paraná tem 11 casos registrados e duas mortes confirmadas de H1N1, a variação que mais preocupa, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

O presidente da Associação das Clínicas de Vacina alerta para que as pessoas não deixem para se vacinar na última hora, somente quando um maior número de casos for divulgado

Para a população, além da vacina, a recomendação é a mesma, manter a higiene pessoal. Como nos anos anteriores, a vacinação pública, que começa no dia 23 de abril, deve começar pelo público-alvo já definido, formado por crianças entre seis meses e quatro anos; gestantes; mulheres que tenham realizado parto há menos de 45 dias; idosos; doentes crônicos (mediante prescrição médica); profissionais de saúde; indígenas; e professores em atividades.

Os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional também devem ter prioridade.

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