Balanço final de operação nacional indica desmate de 5.285 hectares de Mata Atlântica

A Operação Mata Atlântica em Pé confirmou o desmatamento de 5.285 em todo o país, o que equivale a aproximadamente 5.000 campos de futebol. Os dados foram levantados por órgãos ambientais e Ministérios Públicos de 15 estados brasileiros.

De acordo com o balanço final, em cinco dias de ação, foram fiscalizadas 517 propriedades previamente definidas a partir de imagens de satélite. O coordenador nacional da operação, o promotor de justiça do MP do Paraná, Alexandre Gaio, lembra que 90% da mata atlântica original do país já foi desmatada.

Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente sete mil e quatrocentos metros cúbicos de madeira, o equivalente a cerca de 870 caminhões carregados, e emitidas multas no valor total de vinte milhões de reais. O promotor de justiça ressalta que os infratores têm a noção de que o desmatamento é ilegal, mas que eles preferem ampliar as atividades econômicas em prejuízo do meio ambiente.

De acordo com o balanço do Ministério Público, as regiões com maiores áreas de desmatamento estão em Minas Gerais e na Bahia. O Paraná também está entre os estados que mais destroem a mata atlântica e nos últimos 30 anos foi a região que mais desmatou no pais. Aqui, as fiscalizações ficaram concentradas na região centro sul do estado, em cidades como Guarapuava, Prudentópolis, Inácio Martins e em Pinhão.

O promotor de justiça reforça que apesar da grande degradação no bioma, é possível recuperar as áreas por meio de medidas indenizatórias e compensatórias.

A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé teve por objetivo proteger e recuperar o bioma a partir da identificação das áreas degradadas nos últimos anos e dos responsáveis pelas agressões. Participaram MPs, polícias ambientais e órgãos públicos da área dos seguintes estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará.

Os trabalhos foram conduzidos e coordenados por equipes formadas por representantes dos Ministérios Públicos, órgãos públicos ambientais e polícias ambientais de cada estado participante, a partir da organização e planejamento idealizados pelo Ministério Público do Paraná.

Reportagem: Thaissa Martiniuk

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