Política

Diretoria do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná rebate acusação da força-tarefa da Lava Jato

(Foto: Juliana Goss/BandNews)

Em coletiva de imprensa realizada hoje (23), representantes do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná reconheceram que as tarifas de pedágio cobradas no Estado são altas, mas alegaram que isso é o resultado de falhas de governos anteriores, que não concederam reajustes previstos em contratos no passado.

A diretoria do DER-PR rebateu as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal na quadragésima oitava fase da Operação Lava Jato, que apura os crimes de corrupção, fraude a licitação e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias federais no Estado.

Segundo o órgão, um termo aditivo fechado com a concessionária Econorte em 2014 – e que previu o reajuste de até 24% das tarifas – foi embasado em estudos técnicos feitos pelo órgão e tinha como objetivo reduzir o prejuízo acumulado pela empresa em anos anteriores sem reajuste.

Para o MPF, agentes públicos ligados ao DER eram beneficiados com vantagens indevidas e, em troca, favoreciam a concessionária em contratos públicos possibilitando ainda o aumento do pedágio. O diretor-geral da autarquia, preso ontem (22) e afastado do cargo, Nelson Leal Junior, é suspeito de participar do esquema.

O novo diretor, Paulo Montes Luz, afirmou na coletiva que o departamento não consegue alterar os termos do contrato de concessão firmado em 1997 e que já previam a possibilidade de reajustes das tarifas. Ele afirmou ainda que a investigação do MPF é um equívoco e que o órgão prestou todos os esclarecimentos sobre os contratos e aditivos.

O diretor-geral do DER afirmou que não existe a possibilidade de baixar o preço da tarifa nas estradas pedagiadas no Norte do Paraná, mesmo diante das irregularidades apresentadas pelo MPF. Ele lembrou que o contrato de concessão, firmado em 1997, está próximo de encerrar.

Ainda segundo o executivo, a autarquia não tem responsabilidade sobre contratos firmados entre a concessionária Econorte e terceiros. De acordo com as investigações da força-tarefa da Lava Jato, entre 2005 e 2015, a Econorte teria destinado cerca de R$ 63 milhões a empresas de fachada que não prestaram serviço algum. Algumas dessas empresas eram de propriedade ou tinham ligação com agentes públicos do DER, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT e da Casa Civil do Governo do Paraná.

O Procurador Jurídico do DER, Edson Amaral, destacou que governos anteriores tentaram alterar o contrato de concessão das rodovias federais no Paraná sem sucesso. Na avaliação dele, a apuração da Lava Jato relacionada ao termo aditivo da Econorte não está correta.

As fraudes apuradas na 48ª fase teriam sido viabilizadas via Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran – operadores financeiros já investigados pela força-tarefa. As apurações começaram durante a trigésima sexta fase da Lava Jato, em novembro de 2016, quando a Polícia Federal cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão contra empresas e pessoas ligadas a Tacla Duran.

Entre os alvos estava a Econorte. Segundo a Polícia Federal, representantes da empresa teriam depositado cerca de R$ 1 milhão ao operador, entre 2012 e 2014. Os valores foram repassados sem que fosse prestado qualquer tipo de serviço. Na época das buscas, ainda foi apurado que outras empresas relacionadas ao Grupo Triunfo depositaram mais R$ 5 milhões em favor de Tacla Duran e outros R$ 26 milhões para empresas de fachada de Adir Assad.

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