60 venezuelanos chegam nesta semana a Goioerê

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Paraná é um dos cinco estados que vão receber migrantes venezuelanos que entraram no Brasil, fugindo da crise no país vizinho. A medida faz parte do processo de interiorização dos imigrantes que cruzam a fronteira do País pelo estado de Roraima.  Até a próxima quinta-feira um grupo de 60 venezuelanos chega ao Estado e será encaminhado ao município de Goioerê, no noroeste do Paraná. Lá as famílias serão acolhidas pela organização humanitária Aldeia SOS e serão alojadas em seis casas da região.

De acordo com a instituição, após a chegada ao município, os imigrantes passam por um processo de adaptação da língua e de preparação para o mercado de trabalho. A prefeitura de Goioerê, por meio da secretaria de assistência social, já fez um levantamento prévio das crianças de até cinco anos de idade que serão matriculadas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

Além disso, a secretária da pasta, Simone Braz Coelho, afirma que após a chegada dos imigrantes será feita uma checagem da questão vacinal.

A secretária ainda explica que desde que a cidade foi escolhida para receber as famílias, representantes da prefeitura tem dialogado com a população local para que haja uma integração e acolhimento entre as duas comunidades.

Além dos que estão sendo trazidos com orientação do Governo Federal, há famílias de venezuelanos que vem ao Paraná espontaneamente. Um dos organismos que fazem o acolhimento dos imigrantes no Estado é o Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas (CEIM), que é ligado à Secretaria de Justiça.

De acordo com a psicóloga e coordenadora do Centro, Maria Tereza Rosa, o CEIM é um espaço que presta informações aos migrantes sobre os acessos às políticas públicas que são ofertadas em âmbito municipal, estadual e federal.

Desde 2016, o CEIM já atendeu 5.430 migrantes de 42 nacionalidades, entre elas 29 angolanos, 57 cubanos, 1.078 haitianos, 112 sírios e 97 venezuelanos. A coordenadora do CEIM explica que os migrantes que chegam ao Estado de forma espontânea geralmente vêm porque já têm referência e indicação de outra família.

O Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas (CEIM), fica na rua Desembargador Westphalen, número 15, no 13º andar. O telefone de contato é o (41)3222-0043. Em Curitiba, além do CEIM, a Pastoral do Migrante, a Casa Latino-Americana (Casla) e a Caritas também recebem e prestam apoio aos migrantes.

Sobre o processo de interiorização, a ação tem sido feita em parceria entre o governo federal e organismos internacionais ligados às Nações Unidas, como as Agências para Refugiados (Acnur) e para as Migrações (OIM), além do Fundo de População das Nações Unidas (Unfa) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

De acordo com a Casa Civil, ainda antes do embarque dos refugiados, os órgãos envolvidos no processo, as autoridades locais e a coordenação dos abrigos definem estratégias para garantir o atendimento de saúde aos refugiados, a matrícula das crianças em escolas nas cidades, a garantia de um reforço para o ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Reportagem: Lenise Klenk/Thaissa Martiniuk

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