Acidentes com motos deixam 981 feridos nos primeiros cinco meses de 2019 em Curitiba

(Foto: Divulgação/PRF)

Curitiba registrou, de janeiro a maio de 2019, 1107 acidentes de motos nas vias urbanas. O número é quase metade do total de 2018, que teve 2381 acidentes. A maioria teve o registro de vítimas: 981 pessoas tiveram ferimentos nas colisões e 9 mortes foram registradas no período.

Quem sobrevive, muitas vezes, precisa enfrentar as sequelas: a segunda maior causa de amputações no Brasil são os acidentes de trânsito, segundo a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). Em primeiro lugar estão os casos de amputação em decorrência da diabetes.

Mas na clínica de reabilitação Ottobock, em que trabalha o fisioterapeuta Rodolfo Bostelmann, os acidentes de moto representam a maioria dos casos de amputação dos pacientes. 56% deles tiveram algum membro amputado por causa de colisões no trânsito. O fisioterapeuta faz parte dos índices.

A pesquisa para entender a própria dificuldade se transformou em propósito profissional e de vida. Hoje, ele trabalha na reabilitação de pacientes amputadose conta que, mais do que fisioterapia, o processo exige atenção multidisciplinar etroca de experiências.

A estudante de enfermagem Maraci Terezinha da Rocha é uma dessas pacientes. Vítima de uma colisão em maio do ano passado, ela teve uma das pernas amputadas. Apesar de o acidente ter completado um ano recentemente, ela conta que teve uma reabilitação completa.

A clínica Ottobock foi inaugurada em Curitiba recentemente e usa um protocolo internacional para reabilitação dos pacientes. A empresa fabrica as próteses de maneira personalizada e prepara os pacientes para receber o material – o que inclui atividades de fortalecimento muscular, habilidade e especialmente confiança.

Reportagem: Ana Flavia Silva