Antiga casa de veraneio de governadores, Ilha das Cobras se torna Parque Estadual e deve abrigar “Escola do Mar”

Foto: Arnaldo Alves/ANP

A Ilha das Cobras, na baia de Paranaguá, no litoral do estado, se tornou uma unidade de conservação e deve abrigar um espaço de pesquisa e educação ambiental. Com 52 hectares de área remanescente de Mata Atlântica e parada de tartarugas marinhas, a expectativa é que o Parque Estadual Ilha das Cobras seja aberto a visitações no próximo ano. A casa de veraneio de governadores vai dar espaço à Escola do Mar, destinada à educação ambiental e pesquisa.

O local vai funcionar em parceria com universidades e instituições ligadas à proteção ambiental e pesquisa marinha. O diretor de biodiversidade de áreas protegidas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Guilherme Vasconcelos, destaca que o objetivo é unir o conhecimento dos pescadores à inovação e tecnologia para compartilhar e aprofundar as ciências do mar.

A reforma e adaptação da casa devem ser autorizadas por meio de um decreto do governo. Desde 2011, a área estava sem utilização – mas a manutenção era feita com dinheiro público. A estimativa é que sejam gastos R$ 2 milhões para tornar o local um espaço de visitação.

O recurso é do Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA). Desde junho, um grupo de trabalho estudava uma nova destinação para a ilha. A decisão por tornar um espaço de conservação ambiental é uma forma de proteger espécies que utilizam a região.

A Ilha das Cobras pertence à União e foi necessário aval federal para a constituição do novo parque no local.

Segundo o governo estadual, famílias de pescadores que moram na região foram ouvidas ao longo dos estudos para que o projeto traga impactos positivos à comunidade.

De acordo com o governo, as consultas aos pescadores devem continuar durante as próximas etapas do projeto. Eles devem integrar grupos de discussões para definir os próximos passos. As obras na casa devem começar ainda este ano.

Reportagem: Ana Flavia Silva

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